Tendências de compras on-line no Brasil

Enquanto os consumidores de mercados maduros sejam familiarizados com compras on-line durante muitos anos, os brasileiros estão enfrentando agora o seu boom no comércio eletrônico, uma tendência que começou por volta de dez anos atrás. Estima-se que o Brasil passou de R$ 20 bilhões (EUA US$ 11,5 bilhões) em compras on-line em 2011, 35% a mais que em 2010, sem considerar as vendas de automóveis, passagens aéreas e leilões on-line. A mais recente época de compras de Natal arrecadou R$ 2,20 bilhões (EUA US$ 1,26 bilhões) desse valor, um recorde sazonal.

O rápido crescimento do comércio eletrônico não é uma exclusividade do Brasil. A firma de pesquisas Forrester Research prevê que os mercados mais tradicionais para compras on-line – os Estados Unidos e a Europa Ocidental – vão perder terreno para as economias emergentes até 2015. Espera-se que a participação brasileira neste tipo de compras suba para cerca de 3% de todo o comércio mundial – ou US$ 22 bilhões em US$ 702,000 milhões – ao longo dos próximos três anos.

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Apesar de este número parecer pequeno quando comparado com o tamanho da projeção do mercado chinês – que deve chegar a 22% de todo o comércio eletrônico em todo o mundo – o Brasil é considerado um dos países com maior potencial para as vendas on-line. Hoje, existem 30 milhões de pessoas que fazem compras on-line, entre os 91 milhões de usuários de internet. Considerando uma população de 190 milhões de pessoas, o desenvolvimento do país – a 6ª maior economia do mundo – e o maior acesso de Internet de alta velocidade e smartphones, esse mercado irá certamente tomar proporções gigantescas.

Tendências

Normalmente, os produtos mais populares vendidos on-line no Brasil são os livros, itens de beleza e cuidados pessoais, eletrônicos e moda. Mas especialistas apontam para uma evolução deste tipo de comércio para outros produtos nos próximos anos, e para um aumento de nichos de segmentação.

Sites de compra coletiva – como Groupon, ClickOn e Peixe Urbano – são enormes no Brasil agora. Existem mais de 1.200 empresas que vendem ofertas que vão desde tratamentos de varizes para sushi. Este tipo de negócio começou em 2010 e faturou R$ 91,4 milhões (US$ 51 milhões) em dezembro passado, e agora o mercado passa por movimentos de aquisições e fusões.

As redes sociais também têm um grande impacto nas compras on-line para os brasileiros, nós que somos criaturas sociais por natureza. Um caso recente de sucesso é o F * Hits, uma plataforma de blog do sexo feminino, que concentra 25 dos top bloggers de moda e estilo de vida no Brasil. Elas lançaram a sua própria loja de comércio eletrónico, investindo no conceito de “comércio social”, onde os participantes têm o apoio dos seus ícones de estilo para orientar as suas aquisições. Para aderir a este clube de compras exclusivo, os usuários devem ser aprovados.

As grandes empresas também estão aprendendo a usar os formadores de opinião on-line para alavancar as suas vendas. L’Oreal declarou recentemente que uma parte muito importante do seu orçamento de marketing é agora dedicado aos blogs no Brasil – propaganda, eventos de beneficência e de conteúdo patrocinado incluidos no pacote.

 Desafios

Para as empresas estrangeiras que querem investir em comércio eletrônico no Brasil, um dos desafios a serem enfrentados são as fraudes de cartão de crédito – 1% de todas as operações de pagamento on-line são fraudulentas – e questões de logística de distribuição.

Ainda assim, há um vasto mar aberto para aqueles que querem navegar nas possibilidades que a web brasileira pode oferecer.

Fonte: http://www.consumeractionism.com/home/2012/2/7/the-phenomenon-of-online-shopping-in-brazil.html

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